Otto Alencar critica “chapa puro-sangue” do PT na Bahia e relembra derrotas eleitorais

O senador Otto Alencar (PSD) fez críticas à possibilidade de o PT formar uma “chapa puro-sangue” na Bahia para as eleições majoritárias, alertando que esse tipo de composição costuma enfrentar dificuldades eleitorais. A avaliação foi divulgada inicialmente pelo jornal O Estado de S. Paulo e repercutiu no meio político baiano.
Segundo a reportagem, Otto destacou que projetos políticos excessivamente fechados, sem alianças mais amplas, tendem a fracassar nas urnas, especialmente em um estado marcado por coalizões heterogêneas como a Bahia.
Memória política: o exemplo de 2006
Ao comentar o cenário atual, o senador teria feito referência às eleições de 2006, quando uma chapa majoritária associada ao carlismo, formada por Paulo Souto e Eraldo Tinoco, acabou derrotada por Jaques Wagner, então eleito governador da Bahia.
Para Otto, o episódio serve como alerta histórico sobre os riscos de estratégias eleitorais baseadas em isolamento político.
Nota de esclarecimento
Após a repercussão da matéria, Otto Alencar negou ter utilizado a palavra “carniça” para se referir a adversários políticos ou à eventual chapa puro-sangue do PT.
Em nota divulgada nesta sexta-feira (16), a assessoria do senador afirmou que houve interpretação equivocada de suas declarações.
“A única observação feita pelo senador foi que, historicamente, as chamadas chapas ‘puro-sangue’ não obtiveram êxito eleitoral”, diz o comunicado.
A nota reforça ainda que Otto não utilizou termos ofensivos ou depreciativos em suas declarações públicas.
Leitura Manejo
O episódio evidencia o clima de tensão pré-eleitoral entre partidos que hoje compõem o campo governista na Bahia. Segundo o Estadão, há expectativa de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atue como mediador político para evitar um aprofundamento da crise entre aliados no estado.
No tabuleiro político baiano, o debate sobre alianças volta ao centro da cena — e a definição das chapas pode ser decisiva para o equilíbrio de forças em 2026.



