ECONOMIA REAL

Toffoli prorroga por 60 dias investigação sobre compra do Banco Master pelo BRB

Brasília – O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou por mais 60 dias as investigações que apuram suspeitas de irregularidades na tentativa de aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). A decisão atende a pedido da Polícia Federal, que solicitou prazo adicional para aprofundar as diligências.

“Considero que as razões apontadas para a prorrogação devem ser deferidas”, registrou o ministro na decisão.

O inquérito chegou ao STF em dezembro de 2025, quando Toffoli avocou o caso, até então conduzido pela Justiça Federal em Brasília.

Suspeitas de fraude bilionária

Segundo a Polícia Federal, o Banco Master teria emitido Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com promessa de rendimentos de até 40% acima da taxa básica de mercado — percentual considerado irreal. O esquema pode ter movimentado cerca de R$ 12 bilhões.

As apurações também apontam possíveis vínculos entre dirigentes do BRB e a estrutura investigada. Em março, o BRB chegou a firmar acordo para a aquisição do Banco Master, operação posteriormente barrada pelo Banco Central diante das inconsistências identificadas.

Monitoramento desde 2024

As relações do Banco Master com o grupo Reag já estavam sob vigilância do Banco Central desde 2024. Nesta semana, a Polícia Federal deflagrou nova operação para aprofundar a apuração, mirando fundos de investimento e estruturas societárias complexas.

De acordo com a PF, o grupo investigado teria explorado de forma sistemática vulnerabilidades do mercado de capitais, utilizando empresas interligadas por laços societários, familiares ou funcionais.

Crimes sob apuração

Os investigadores identificam indícios de ao menos cinco crimes:

  • Organização criminosa
  • Gestão fraudulenta de instituição financeira
  • Induzimento ou manutenção em erro de investidores
  • Uso de informação privilegiada e manipulação de mercado
  • Lavagem de dinheiro

As apurações revelaram ainda operações com ativos sem liquidez, precificação artificial, transações entre partes relacionadas e uso de laranjas e sócios ocultos.

O banqueiro Daniel Vorcaro, apontado como figura central do esquema, foi preso em novembro, mas obteve liberdade dias depois por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).

A extensão do prazo sinaliza que o caso permanece em fase sensível, com potencial para novos desdobramentos no sistema financeiro nacional.


Ajustes realizados:

  • Remoção de redundâncias (“pedido formal”, “extensão do prazo investigativo”, “Suprema Corte”)
  • Subtítulos mais concisos (“Monitoramento desde 2024” em vez de “Relações sob alerta do Banco Central”)
  • Eliminação de repetições (“de acordo com as investigações” aparecia duas vezes)
  • Lista de crimes simplificada, sem repetir “crimes investigados” já anunciado no subtítulo
  • Fechamento mais direto, sem redundância com o título
  • Travessão no lugar de vírgula explicativa para melhor ritmo de leitura

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